Estou aqui pensando que em breve completarei mais um ciclo de vida. Um ciclo de muitos, talvez?
Um ciclo onde sempre nesse dia me mesclo a alegria de estar viva mais uma vez com a tristeza de estar mais velha - e com uma pontinha de orgulho disso. Aliás, isso é algo que todos nós passamos anualmente, mas se agrava com o tempo.
Olhar para trás e ver com uma linha do tempo tudo o que eu passei, senti, vivi, sofri e o que custo a manter de certo modo atrelado a mim: minha verdadeira natureza, meu verdadeiro eu. Aquela que acordava cedíssimo, estudava como se não houvesse vida e dedicava o resto de seu tempo aos seus desenhos, seus quadrinhos, suas artes (seja cosplay, desenhar, escrever ou simplesmente modelar totens do seu jogo de rpg favorito), seus jogos, enfim, tudo que a conectava como um todo desde criança.
A cada tempo que passa percebo o quanto é difícil manter pelo "padrão de um jovem na sociedade", esse padrão medíocre, hipócrita e que consigo sobreviver, buscando ter uma posição neutra diante os demais. Muitos que vivem nesse padrão não são hipócritas e medíocres, são sinceros, porém em sua grande maioria as futilidades são mais importantes do que o aprender, o conhecer e o viver em seu universo lúdico, se assim posso chamar. Falo isso não com um sentimento de soberba, mas de um certo modo um sentimento de revolta por ser julgada dentro do meu ambiente, coisa que não faço com os outros (mas fiz aqui com o intuito de exemplificar). Porém fico feliz em buscar sempre me preservar e estar com aqueles que compactuam comigo, que mesmo com diferenças de pensamento dos mais diversos assuntos, a amizade e a paixão que temos pelo que amamos em comum é maior.
Olho para trás e fico feliz pela profissional que me tornei que, diante de muitas dificuldades que me fizeram pensarem desistir, lembrei não só do meu cunho religioso, mas de toda aquela penca de dias de noites assistindo desenhos (seja animes chegando até em cartoons) que mostravam que não importava o nível de dificuldade que você sofreria ou até onde o seu limite aguentaria, você nunca deveria desistir ou abaixar a cabeça. Pois a força para continuar não era ali, era ainda mais profundo e só você saberia a resposta para vencer. Parece mais um roteiro de anime, porém é uma descrição que bate da maioria dos que assisti com a minha vida. E está sendo assim até hoje.
Outra coisa, agora um tanto engraçada, quando olho para trás é que odiava férias e hoje as preservo como se fosse o ápice da minha vida, já que todo aquele prazer que tinha quando era mais nova era feito depois de voltar da escola até o dia seguinte. O nível de nervosismo que uma faculdade causa é infinitamente maior do que enfrentar o último boss de um jogo que você tenta ganhar faz dias. Mas eu consigo sobreviver, pois quem cresceu sendo desafiada a todo momento, considera isso uma fichinha e o prazer chega nas férias.
Outra coisa, agora um tanto engraçada, quando olho para trás é que odiava férias e hoje as preservo como se fosse o ápice da minha vida, já que todo aquele prazer que tinha quando era mais nova era feito depois de voltar da escola até o dia seguinte. O nível de nervosismo que uma faculdade causa é infinitamente maior do que enfrentar o último boss de um jogo que você tenta ganhar faz dias. Mas eu consigo sobreviver, pois quem cresceu sendo desafiada a todo momento, considera isso uma fichinha e o prazer chega nas férias.
O último olhar que tenho é que pode passar séculos, eu sempre serei aquela menina teimosa e convicta, a inquieta que não parava de estudar, de pesquisar, de conhecer e de trocar experiências e descobertas com outras pessoas. Continuo me exigindo triplamente para ter as notas sempre no alto, com meu coeficiente de rendimento lá em cima como recompensa em relação ao meu esforço. É algo bem pessoal, mas só quem fica sabendo disso no máximo são meus amigos e familiares, que me conhecem intimamente se sabem que eu tenho este desejo difícil de controlar que é estudar madrugada adentro sem ter um pingo de cansaço ou irritação, mas prazer por isso.
Estou perto de chegar aos meus 22 anos e fico pensando como será do mês em que eu começar este novo ciclo em diante. Hoje não penso em um ano, mas penso a daqui a cinco anos como será. Será que serei reconhecida profissionalmente, depois de tantos puxões de tapete? Será que meu livro ou meu mangá vai ser finalmente publicado? Estarei casada (ou me casarei exatamente 5 anos depois)? Estarei bem? Estarei atingindo meus sonhos? Conseguirei ajudar minha família como desejo?
Uma coisa eu tenho certeza: Daqui há 5 anos eu estarei mais forte do que nunca, com ainda mais experiência e sem medo de encarar a realidade.
E sempre sendo aquela menina idealista e sonhadora desde criança, cercada das pelúcias, dos quadrinhos, dos jogos e do seu amado pc, que nunca abandonará parte de sua razão de viver.
Estou perto de chegar aos meus 22 anos e fico pensando como será do mês em que eu começar este novo ciclo em diante. Hoje não penso em um ano, mas penso a daqui a cinco anos como será. Será que serei reconhecida profissionalmente, depois de tantos puxões de tapete? Será que meu livro ou meu mangá vai ser finalmente publicado? Estarei casada (ou me casarei exatamente 5 anos depois)? Estarei bem? Estarei atingindo meus sonhos? Conseguirei ajudar minha família como desejo?
Uma coisa eu tenho certeza: Daqui há 5 anos eu estarei mais forte do que nunca, com ainda mais experiência e sem medo de encarar a realidade.
E sempre sendo aquela menina idealista e sonhadora desde criança, cercada das pelúcias, dos quadrinhos, dos jogos e do seu amado pc, que nunca abandonará parte de sua razão de viver.









