sábado, 25 de julho de 2015

Complexidade : O Choque da Juventude



Estou aqui pensando que em breve completarei mais um ciclo de vida. Um ciclo de muitos, talvez? 
Um ciclo onde sempre nesse dia me mesclo a alegria de estar viva mais uma vez com a tristeza de estar mais velha - e com uma pontinha de orgulho disso. Aliás, isso é algo que todos nós passamos anualmente, mas se agrava com o tempo.


Olhar para trás e ver com uma linha do tempo tudo o que eu passei, senti, vivi, sofri  e o que custo a manter de certo modo atrelado a mim: minha verdadeira natureza, meu verdadeiro eu.  Aquela que acordava cedíssimo, estudava como se não houvesse vida e dedicava o resto de seu tempo aos seus desenhos, seus quadrinhos, suas artes (seja cosplay, desenhar, escrever ou simplesmente modelar totens do seu jogo de rpg favorito), seus jogos, enfim, tudo que a conectava como um todo desde criança.


A cada tempo que passa percebo o quanto é difícil manter pelo "padrão de um jovem na sociedade", esse padrão medíocre, hipócrita e que consigo sobreviver, buscando ter uma posição neutra diante os demais. Muitos que vivem nesse padrão não são hipócritas e medíocres, são sinceros, porém em sua grande maioria as futilidades são mais importantes do que o aprender, o conhecer e o viver em seu universo lúdico, se assim posso chamar. Falo isso não com um sentimento de soberba, mas de um certo modo um sentimento de revolta por ser julgada dentro do meu ambiente, coisa que não faço  com os outros (mas fiz aqui com o intuito de exemplificar).  Porém fico feliz em buscar sempre me preservar e estar com aqueles que compactuam comigo, que mesmo com diferenças de pensamento dos mais diversos assuntos, a amizade e a paixão que temos pelo que amamos em comum é maior.

Olho para trás e fico feliz pela profissional que me tornei que, diante de muitas dificuldades que me fizeram pensarem desistir, lembrei não só do meu cunho religioso, mas de toda aquela penca de dias de noites assistindo desenhos (seja animes chegando até em cartoons) que mostravam que não importava o nível de dificuldade que você sofreria ou até onde o seu limite aguentaria, você nunca deveria desistir ou abaixar a cabeça. Pois a força para continuar não era ali, era ainda mais profundo e só você saberia a resposta para vencer. Parece mais um roteiro de anime, porém é uma descrição que bate da maioria dos que assisti com a minha vida. E está sendo assim até hoje.

Outra coisa, agora um tanto engraçada, quando olho para trás é que odiava férias e hoje as preservo como se fosse o ápice da minha vida, já que todo aquele prazer que tinha quando era mais nova era feito depois de voltar da escola até o dia seguinte.  O nível de  nervosismo que uma faculdade causa é infinitamente maior do que enfrentar o último boss de um jogo que você tenta ganhar faz dias. Mas eu consigo sobreviver, pois quem cresceu sendo desafiada a todo momento, considera isso uma fichinha e o prazer chega nas férias.


O último olhar que tenho é que pode passar séculos, eu sempre serei aquela menina teimosa e convicta, a inquieta que não parava de estudar, de pesquisar, de conhecer e de trocar experiências e descobertas com outras pessoas. Continuo me exigindo triplamente para ter as notas sempre no alto, com meu coeficiente de rendimento lá em cima como recompensa em relação ao meu esforço. É algo bem pessoal, mas só quem fica sabendo disso no máximo são meus amigos e familiares, que me conhecem intimamente se sabem que eu tenho este desejo difícil de controlar que é estudar madrugada adentro sem ter um pingo de cansaço ou irritação, mas prazer por isso.

Estou perto de chegar aos meus 22 anos e fico pensando como será do mês em que eu começar este novo ciclo em diante. Hoje não penso em um ano, mas penso a daqui a cinco anos como será.  Será que serei reconhecida profissionalmente, depois de tantos puxões de tapete? Será que meu livro ou meu mangá vai ser finalmente publicado? Estarei casada (ou me casarei exatamente 5 anos depois)?  Estarei bem? Estarei atingindo meus sonhos? Conseguirei ajudar minha família como desejo? 

Uma coisa eu tenho certeza: Daqui há 5 anos eu estarei mais forte do que nunca, com ainda mais experiência e sem medo de encarar a realidade.


E sempre sendo aquela menina idealista e sonhadora desde criança, cercada das pelúcias, dos quadrinhos, dos jogos e do seu amado pc, que nunca abandonará parte de sua razão de viver.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

A Beleza das Raças


Olá meus queridos! Depois de muito pensar, realmente vi que vale a pena retornar meu blog pessoal, independente se for ou não com o nome dos outros blogs que já tive e não deixar morrer o hábito de expressar o que desejo em um lugar próprio para isso, com o intuito disso.  Apesar de não ter pique algum para fazer um layout do zero, considero este o mais agradável no momento e o fundo dele remete aos 8 anos de blogs pessoais que já tive na internet. Louco não é? Esses 8 anos se passaram rápido e o mais legal é que muitos links de muitos blogs meus do passado ainda estão ativos, logo, farei um portifólio especial deles para contar um pouco a minha trajetória. Introduções a parte, vamos ao assunto do título: A Beleza das Raças.



Antes de mais nada, sei que vai parecer que estarei falando de nós, humanos, falhos e corruptíveis, sobre "raça negra, branca, amarela, vermelha, roxa, bicolor". Já deixo de antemão que para mim a única raça é humana e existe um catálogo de cores muito linda por sinal, porém, não estarei falando disso e sim de uma situação que ocorreu e me fez analisar e chegar a conclusão do post de hoje.

Gosta de Histórias fantásticas, com diversos seres e criaturas retratados das mais diversas formas por diversos artistas diferentes? Então venha e abrace-me, pois é deles que nós vamos falar. 
Em um post que eu publiquei em um grupo em relação a um conteúdo de um jogo da Blizzard Entertainment, o que mais chamou a atenção foi a aparência bela, máscula e linda de um orc que utilizei para elaborar a parte visual daquele conteúdo, o que criou um desenrolar de assuntos referentes a isso.

"Orc são feios, horríveis. Prefiro humanas."  Foram as frases que eu mais ouvi, ou melhor, li. Será mesmo que orcs são tão feios ou que todos são feios? Se colocarmos em nossa condição humana existem humanos horrendos e humanos que parecem ser a perfeição na terra. Muitos normalmente se opõem a raças diferentes no quesito aparência por se prender apenas ao seu cotidiano e a sua visão humana das coisas. Uma raça para ser bonita necessariamente a fêmea delas tem que ter o padrão peito, bunda e coxa de uma humana? Não meus caros. Cada raça em si tem sua própria visão e se estivermos apegados a nossa visão, a nossa natureza, nunca iremos contemplar a beleza de raças diferentes como as nossas.

Tem raças que o chifre, quanto maior ou quanto mais liso, é mais belo ou a cauda, quanto mais roliça, mais atraente é .  Ou tipo de pelagem, formação do corpo e por aí vai.  Orcs como um Reghar ou um Thrall da vida são belos em relação a sua raça. Raças desprovidas do que os humanos consideram essenciais (peitos, bundas e coxas) possuem suas características particulares de beleza à aquela raça.  Até mesmo um Troll tem o seu naipe de beleza, dentro da visão de um troll, da visão de quem é e quem vive o dia-a-dia daquela raça.

 Então é certo que é um equívoco muito grande, um erro, caracterizar qual é a raça mais bonita ou mais feia  olhando por óticas humanas. Não que seja errado, temos nossos critérios e gostos particulares, mas decretar que tudo é horrível sem levar em consideração que você deve ter uma ótica moldada naquela raça para compreende-la é no mínimo egoísta e enfadonho e de certo modo preconceituoso. Parece papinho de ativista - algo que eu não sou - mas é apenas uma reflexão de quem admira ficar desenhando detalhe por detalhe os diferentes tipos de raças fantásticas existentes que povoam a nossa imaginação (ou quem sabe existam mesmo?). Então vamos olhar que Rehgar e Thrall são belos comparados a outros orcs daquela raça, Então se quiser admirar uma outra raça qualquer, desapegue a características humanas e faça valer as características que a raça que irá admirar considera.  É a dica de hoje, amiguinhos.

E os orcs da Blizzard são bonitos sim. E se reclamar vai ter mais orcs na vida de vocês até aprenderem. #brinks

*Ps: Tem raças que tem características similares a nossa do que consideramos beleza, MAS NÃO É VIA DE REGRA

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